Minestrone, clássico italiano


Foto: Dirceu Garcia/Comércio da Franca

Do livro Chefs, Segredos e Receitas, organizado por Jill Norman

Sônia Machiavelli

Editora

No livro Chefs, Segredos e Receitas, organizado por Jill Norman, que reúne vinte nomes consagrados da Alta Cozinha Internacional, inclusive o célebre Ferran Adrià, há um capítulo dedicado às sopas, do qual se ocupa Shaun Hill. Irlandês de nascimento, ele optou por viver na região rural da Inglatera com a mulher, os filhos e os netos. Esteve à frente de alguns restaurantes conceituais e conceituados em Londres, um deles o Merchant House, que durante os dez anos em que funcionou recebeu uma estrela do guia Michelin, o que não é pouco.

“ Cozinhar é sempre algo pessoal; espero que a minha visão do que constitui um bom prato coincida com a sua”, diz o sorridente Hill ao leitor, para logo em seguida, nas páginas que lhe foram destinadas, fazer a defesa da sopa: “Seu preparo exige a mesma arte usada na criação de um molho sofisticado.”

Ele lista um grande número de receitas, desde a tailandesa à base de leite de coco à de peixe, servida nas regiões geladas do Mar do Norte; do frio gaspacho do sul da Espanha, bom para o verão, ao cassoulet substancioso do sudoeste da França, muito apropriado no inverno. Entre tantas, e depois de muitas dúvidas, pois todas me pareciam tentadoras, destaquei o minestrone, ainda muito consumido em nossa comunidade devido à influência dos imigrantes italianos.

Se ‘minestra’ é sopa, e ‘on’ um sufixo aumentativo, minestrone vem a ser sopão. É, na verdade, e segundo o próprio Hill, ‘uma das grandes sopas do mundo’. Não há uma receita única, pois os ingredientes dão uma variada de acordo com a região onde é elaborada. Não podem faltar, porém, em nenhuma versão, a massa do tipo curto, os tomates, o repolho. Dependendo da estação do ano, podem entrar abobrinha, aspargos, cenouras. Manjericão em lugar de salsa. Favas ou feijões. É esta variação que confere singularidade sazonal ao minestrone, servido durante o ano inteiro.

Segui quase ao pé da letra a receita do chef. Depois, comparando as fotos assinadas por Dirceu e as do livro, cujo crédito não encontramos, chegamos à conclusão de que ficaram parecidíssimas. Grosso, quase um ensopado, de cor quente, entre o vermelho e o laranja, e sabor maravilhoso, mistura de bacon e azeite, salsão e repolho, aipo e batata, tomate e salsa, nosso minestrone não fez feio ao lado do ministrado por Hill.

No livro ele sugere como finalização queijo tipo parmesão ralado. Meu paladar não aprovaria. Mas há quem adore misturar queijo em sopa seja de que tipo for. Fica como opção.

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