Vai um inseto aí?


(Fonte: Gettyimages)

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O sistema de produção atual não será capaz de suportar a demanda por alimentos que aumenta a cada dia. Uma pesquisa realizada em 2011 mostrou que dentro de 20 anos será necessário produzir 40% a mais de alimentos do que já é produzido hoje. Esta elevação na demanda decorre do crescimento econômico de países emergentes e do aumento da procura de alimentos de sua população.

Uma das principais preocupações é o consumo excessivo de carne que leva à degradação dos solos e à destruição de florestas tropicais para a criação do gado. Como o processo de manutenção da qualidade do solo é muito alto, fica mais barato desmatar e criar novos pastos do que tratar o solo. Este ciclo vicioso pode a longo prazo levar a extinção de terras cultiváveis e de pastos para o gado, o que prejudicaria duplamente a produção mundial de alimentos.

Já existiram muitas campanhas para incentivar a diminuição do consumo de carne e para substituir as fontes de proteínas. O insectólogo holandês Arnold Van Huis chegou a lançar uma campanha incentivando o consumo de insetos por eles substituírem o consumo de carne.

Entretanto, o que o insectólogo não levou em consideração foi o fato de que a maior parte do consumo de carne não acontece por causa dela ser fonte de proteínas, mas unicamente pelo prazer que seu sabor proporciona. Segundo relatório do Departamento Florestal para a Alimentação e a Agricultura (FAO), este consumo pelo prazer, ou seja, o consumo excessivo de carnes ricas em gorduras pode levar à obesidade.

É ai que a campanha de Arnold e o relatório do FAO convergem. O foco do relatório que teve a participação do insectólogo é incentivar o consumo de insetos para auxiliar, tanto na batalha contra a obesidade – pela maioria dos insetos terem a mesma quantidade de proteína que as carnes e serem menos calóricos – , quanto na conservação do meio ambiente, já que a produção de insetos demanda um espaço muito menor de terras que a produção de carne.

Difícil será convencer a população a aderir ao consumo de insetos e abrir mão de um delicioso churrasco. Arnold afirma que tudo é questão de costume e que em testes realizados por ele sem que as pessoas soubessem o que comiam, elas preferiam receitas que continham insetos das que eram feitas somente com carne.

Outra opção para se evitar o excessivo consumo de carne, são os vegetais ricos em proteína como o brócolis e a batata, ou legumes como feijão, grão de bico, ervilha, beterraba e principalmente a soja e seus derivados. Os cereais integrais como a aveia, o trigo, a cevada e o arroz também possuem altas taxas de proteínas, assim como algumas sementes oleoginosas com a castanha de caju e o amendoim. O coco e a quinoa também são alimentos ricos em proteína. Aliás, a quinoa é considerada pela pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) um alimento completo.

Fonte: Reuters

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