Rocambole de salmão


A carne rosada e saborosa do salmão marinado combina com queijos brancos e fica bonita decorada com algum verde, que pode ser o da salsinha (Foto: Comércio da Franca / Dirceu Garcia)

A carne rosada e saborosa do salmão marinado combina com queijos brancos e fica bonita decorada com algum verde, que pode ser o da salsinha (Foto: Comércio da Franca / Dirceu Garcia)

Navegadores infatigáveis do começo ao fim da vida, os salmões percorrem milhares de quilômetros, indo e vindo dos rios para os mares. Crescendo em águas salgadas, voltam às doces para se reproduzirem. Morrem logo após a desova no mesmo lugar onde nasceram. Com todos os avanços da ciência e da tecnologia, não se sabe ainda o que causa sua morte, se o estresse pela subida das correntezas, se alguma deficiência específica que os enfraqueça a ponto de não conseguirem se alimentar. Sua aventura nas águas já rendeu excelentes documentários.

Enquanto está no mar, crescendo e ganhado peso, o salmão se alimenta de pequenas formas de vida. Sua bonita cor advém de um pigmento, astaxantine, encontrado nas cascas dos crustáceos que ingere. Absorvido pelas células o pigmento confere ao salmão aquele tom coral específico, que pode ser mais ou menos intenso, conforme a quantidade absorvida. Ao fim de um ano no mar o salmão saltará de menos 40 cm para 1,50 m e seu peso inicial de 1 quilo passará no fim de sua vida para até 55 quilos.

Atingindo sua maturidade, o salmão iniciará então a grande viagem de retorno para o rio natal e, parando de se alimentar, ele se reunirá a outros. Os grupos assim formados nadam na direção da costa e ali procuram os estuários. Avançam contra a corrente, explorando ao máximo as marés montantes e as cheias dos cursos d’água. Unidos pelo instinto gregário, formam cardumes imponentes que sobem os rios . O conjunto de mecanismos que condicionam este deslocamento impressionante na direção do lugar exato onde nasceram, tem sido objeto de muitos estudos. Pesquisadores acreditam que estes peixes sejam guiados pelas correntes marinhas, pelo magnetismo terrestre e por odores que seus sensores afinadíssimos captam a todo momento. É nos rios que acontece o cruzamento. E a partir do instante em que se reproduz, o salmão tem apenas o tempo de envelhecer. O processo degenerativo é fulminante. O organismo dos pais sofre um enfraquecimento geral, com a queda de todas as barreiras imunológicas. Eles não veem o filhote crescer e se transformar no peixe que ficará em águas doces por um ano. Antes de partir para sua grande migração primaveril, rumo ao oceano, o jovem salmão sofre, sob efeito da temperatura e da luz, uma transformação fisiológica que lhe permitirá passar às águas marinhas. Seu corpo se tornará mais elástico, a cor de sua pele se uniformizará no tom prateado que distingue os peixes de água fria, diversos hormônios e enzimas serão secretados. Ele se torna especialmente sensível aos odores, o que, acredita-se, favorecerá a identificação dos lugares quando chegar o momento de voltar.

Os salmões que encontramos frescos nas peixarias e supermercados, ou defumados, marinados nos empórios, raramente vêm dos mares ou rios. Eles são criados em grandes tanques de água doce e, no tempo certo, transferidos para outros, com água do mar. Por conta disso, deixaram de ser iguaria caríssima, com lugar garantido na mesa de uns poucos. Hoje se fazem presentes por toda parte, seu preço tornou-se razoável, o consumo democratizou-se. Então, a proposta é fazer uns pequenos rocamboles de salmão para o lanche do domingo. Que tal?

Compre um pão de forma sem casca, corte na longitudinal quatro fatias. Numa tigela coloque o cream cheese, o creme de leite fresco, uma colher (sobremesa) de limão, duas colheres (sopa) de cebolinha picada, sal a gosto. Misture bem. Coloque a primeira fatia de pão numa superfície lisa e passe o rolo de macarrão sobre ela. Cubra a superfície com a mistura de queijo, esparramando bem com colher. Sobre essa mistura, disponha as fatias de salmão. Enrole como rocambole e aperte levemente. Embrulhe em papel alumínio para manter a forma. Repita o procedimento até acabar a pasta e o salmão. Leve à geladeira por duas horas. Na hora de servir corte em rodelas, como se vê na foto.

INGREDIENTES

1 pão de forma sem casca
300 gramas de salmão defumado
150 gramas de cream cheese
3 colheres (sopa) de cebolinha picada
Sal a gosto

porção: 12
dificuldade: fácil
preço: médio

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