Arroz com ervas e castanhas


Nozes, avelãs, castanhas de caju e amêndoas unem-se à salsa, aos alecrim e hortelã, compondo um mix de aromas tentadores nesta receita de fácil execução e bonito efeito visual (Foto: Dirceu Garcia/Comércio da Franca)

Nozes, avelãs, castanhas de caju e amêndoas unem-se à salsa, aos alecrim e hortelã, compondo um mix de aromas tentadores nesta receita de fácil execução e bonito efeito visual (Foto: Dirceu Garcia/Comércio da Franca)

O arroz foi uma das primeiras culturas agrícolas do homem, há cerca de 5000 anos. Embora haja uma crença de que sua origem esteja na China, é mais provável que tenha surgido ao mesmo tempo na Ásia, na África e no continente que seria chamado América. No entanto, é fato ser o Oriente o lugar onde se encontram os mais antigos registros sobre a presença do grão. Há mais de 50 séculos ele já ocupava no Império do Meio, domínio da China, papel vital na alimentação de humanos. Sua importância alcançou tal status que ainda hoje expressiva parte dos chineses o reverenciam, atribuindo-lhe uma alma. Mas é certo que na bacia do Mediterrâneo era ignorado: a Bíblia não faz nenhuma alusão a ele. Também não se encontram referências ao arroz nem nos papiros egípcios nem nos monumentos antigos dos gregos. Quanto aos romanos, que estenderam seus tentáculos pelo mundo então conhecido, só tomaram contato com o arroz após o ano 100. Não era alimento para multidões e sim iguaria para uns poucos. Raro, custava caro.

A difusão deste cereal pela Europa, e daí para o mundo, parece ter se dado por iniciativa dos árabes quando eles invadiram a Península Ibérica onde ficaram por oito séculos. Aos poucos ele foi ganhando comensais em terreno onde as sementes vingavam. Como não eram vastas as extensões de terras pantanosas ou constantemente irrigadas onde as sementes proliferavam, a produção diminuta destinava-se às elites. Entretanto, com a descoberta da América, o grão foi levado ao sul do que hoje são os Estados Unidos e ali se aclimatou muito bem. Os portugueses das capitanias hereditárias que chegaram por volta de 1600 às regiões meridionais do Brasil, trouxeram sementes que também aprovaram clima e sol. Nestes lugares mais úmidos o grão prosperou e dali se espalhou por todo o continente. Hoje nosso país é grande produtor e consumidor e o arroz passou a compor com o feijão o prato típico dos brasileiros. E até a língua portuguesa falada pelo povo o levou para o léxico criando expressões como pó-de-arroz, produto de maquilagem; um dois, feijão com arroz, parlenda infantil; arroz-de-festa, expressão designativa de pessoa que frequenta todos os lugares.

Nossa sugestão de hoje é para aproveitar sobra de arroz e fazer dela um prato festivo, gostoso e muito perfumado. Porque às notas das castanhas, que se desprendem ao serem aquecidas, juntam-se as do alecrim, do hortelã, da salsinha. Esta mistura compõe um perfume tentador, e para usar um adjetivo preciso, apesar de banal, inebriante. Aqueça uma frigideira com azeite, coloque as castanhas, o alecrim e as raspas de limão. Acerte o sal e a pimenta e doure bem as castanhas. Retire-as, coloque-as num guardanapo dobrado e quebre-as com martelo de carne. Você pode também usar um processador na função pulsar. Reserve. Solte com um garfo os grãos de arroz branco cozido para que fiquem bem separados. Junte o mix de castanhas e as ervas frescas picadas. Misture bem. Decore com batata palha. E sirva esta especialidade que tem jeitinho internacional.

INGREDIENTES

5 xícaras de arroz branco cozido
½ xícara de nozes
½ xícara de avelãs
½ xícara de castanha de caju
½ xícara de amêndoas
3 colheres (sopa) de alecrim picado
½ colher (sopa) de raspas de limão siciliano
¼ (xícara) de azeite extravirgem
1 xícara (chá) de folhas de salsinha grosseiramente picadas
1 colher (sopa) de folhinhas de tomilho
½ xícara (chá) de hortelã em tirinhas
Sal e pimenta do reino a gosto

porção: 4 pessoas
dificuldade: fácil
preço: econômico

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