As incursões do chef Sanvatore Loi


As caixas pretas enormes vindas do alfaiate pareciam vestido Chanel, tamanho era o esmero do embrulho

As caixas pretas enormes vindas do alfaiate pareciam vestido Chanel, tamanho era o esmero do embrulho

A indumentária de um chef de cozinha é coisa bonita de se ver, quando bem feita, limpa e passada – lembra bem um terno ou farda. Algumas vezes, nos pegamos conversando sobre a beleza de algumas dessas “fardas” de trabalho lá no mundo das estrelas chefs. E como não poderia deixar de ser, claro, as dólmãs do chef Atala são lindas. Mas sempre que estamos nesse assunto minha irmã, que estagiou no Girarrosto, se lembra do episódio, do acontecimento que foi a chegada das dólmãs do chef Salvatore Loi: foi ela quem recebeu as caixas pretas enormes vindas do alfaiate, pareciam vestido Chanel, tamanho era o esmero do embrulho, das folhas de sedas e laçarotes. Ela se lembra dos sapatos dele também, jamais usava a croc, eram de couro, perfeitos e todos os dias pareciam que estavam sendo usados pela primeira vez. Aliás, segundo ela, tudo isso combinava muito bem com a elegância natural que a pessoa dele exalava.

Bom é poder dizer que esse luxo todo não tinha a intenção de mascarar qualquer defeito. Salvatore Loi tem currículo para não deixar dúvidas. Ele foi o chef do restaurante Fasano por mais de 13 anos e de lá saiu há pouco tempo, deixando atrás de si um rastro de competência que seguramente fez do Fasano o que ele é: um símbolo paulistano de luxo e ótima gastronomia italiana. Não se sabe bem porquê ele saiu e foi trabalhar para o imenso e milionário grupo egeu, mais especificamente no restaurante Girarrosto – e por lá ficou pouco.

Mas parece que o grande chef sentiu aquela coceirinha gostosa e, pela primeira vez em tantos anos, abriu seu próprio negócio: o Loi Ristorantino. Até pelo diminutivo muitos diziam que seria um mini Fasano, mas não é: a casa é propositadamente menos pretensiosa e menos cara. A crítica especializada que alcancei admite que é Salvatore em sua melhor forma, o discurso é de liberdade total, de uma cozinha autoral que relembre a infância do chef, nascido na região da Sardegna, na Itália.

Eu não o conheço ainda, mas quase posso recomendar, porque acompanho o trabalho dele há algum tempo e é o tipo de serviço impecável que só poderá desagradar paladares muito exigentes. Ademais, o ambiente chique no que deve ser: guardanapos e louçarias, não ostenta uma atmosfera de luxo.

Parece, portanto, na medida para meu próximo programa paulistano e conto aqui mais tarde.

DICA DA SEMANA

Alcachofras

As alcachofras estão por aí. Se é que elas desaparecem. Vi dia desses uma receita bem fácil mas que impressiona pelo sabor e apresentação, se feita com cuidado.

Dica 1: As alcachofras devem ser cozidas com os cabos, em água fervente, por 15 minutos, e com um limão descascado e cortado em rodelas na água.

Dica 2 : deve-se parar o cozimento na hora, dando choque térmico.

Depois retira-se as pétalas até chegar ao coração. Retire a parte espinhosa e apare as pétalas do fundo. Pincele manteiga no coração, pegue um queijo brie pequeno inteiro e corte em rodelas no sentido do cumprimento. Acomode cada metade do queijo em cima do coração da alcachofra e asse por 10 minutos a 180 graus. Fica ótimo!

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Um pensamento sobre “As incursões do chef Sanvatore Loi

  1. Boa tarde.
    Obrigado por essas dicas valiosas ,amei muito.
    FIQUEI MUITO GRATA POR TODAS ESSAS DICAS FOI UM GRANDE APRENDIZADO.
    MUITO GRARA LOURDES ARAUJO

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