A ilha do dia anterior


Certamente, alguns se espantavam com a beleza do colorido e eu me espantava por encontrar, tão longe, os ares da minha casa em pleno Pacífico Sul

Certamente, alguns se espantavam com a beleza do colorido e eu me espantava por encontrar, tão longe, os ares da minha casa em pleno Pacífico Sul

Ainda não sei bem por onde começar porque, na verdade, não sou eu ainda aqui, inteiramente. Tinham nos avisado que viajar para lugares com diferença de fuso horário para menos seria pior para a saúde do que o contrário. No meu caso, não saúde do corpo – tudo ok -, mas minha mente insiste em vagas do Pacífico sul. Gostaria de dizer ao Umberto Eco que depois de tantos anos, enfim, cheguei a sua Ilha do Dia Anterior.

Para começo de conversa, é bom que se saiba que não existe magia pronta em nenhum lugar da Terra, e que a rede mundial que interligou os continentes não foi a internet, mas os grandes navegadores portugueses, espanhóis, ingleses, franceses…

O que dizer de fechar um passeio turístico com um guia francês, numa ilha vizinha ao ponto mais remoto de qualquer dos continentes, chegar ao chamado Tropical Garden e ser apresentada ao… maracujá! Ao mamão papaia! A goiaba! A graviola! A nêspera! Ao abacaxi! A manga! Ao coco! Tem mais, depois me lembro. A aparência do local que conta a história das frutas levadas e/ou nativas do lugar é idêntica a de qualquer sítio daqui de Minas ou São Paulo. Certamente, alguns se espantavam com a beleza do colorido – eu me espantava por encontrar, tão longe, os ares da minha casa. Ainda bem que nosso guia não era um troncho qualquer, ele bem olhou para nós e disse: “Brasil!”.

Claro, não nos alongamos sobre o que foi levado por quem e para onde. Há uma lista das frutas e de sua origem. Eu sabia da coincidência da flora dos dois lugares, mas não esperava tanto. Sabia e fui ávida para experimentar essas mesmas frutas que, ao lado da tez das mulheres, dizem, mais dóceis do mundo, encantaram o pintor Paul Gauguin, que as encerrou, frutas e mulheres, num idílio tropical à prova de turistas.

O abacaxi de lá é considerado o melhor do mundo pela doçura e acidez mansa. Posso dizer que o nosso pérola, no auge da maturação, não fica longe. Mas tem os olhos, e de fato, a cor dele é maravilhosa, fica-se tentado a borrar com o dedo a tinta que recobre de ouro cada fatia.

Mas tem o Noni, essa sim diferente do que temos aqui, um arbusto que cresce abundantemente e não se parece com nenhuma fruta nossa, acho, e tem um cheiro horrível, ao menos para nós. Exatamente um queijo gorgonzola muito forte. Nosso guia nos explicou que ele é utilizado pelos locais para a cura de todos os males, como um mito. E, claro, fui pesquisar sobre isso e, mito ou verdade, ainda sem comprovação científica, ele parece retardar o crescimento de células cancerígenas.

E apesar disso, ela nem é o símbolo do Tahiti…

DICA DA SEMANA

Batatas

Fazer batatas gratinadas quase sempre dá certo, é bem fácil e muito bom.

A questão da batata é saber do seu amido e da quantidade de água que cada uma delas tem, portanto, cada uma tem melhor desempenho dependendo da preparação.

No caso da batata gratinada, o ideal é que ela seja bem úmida e que o amido seja preservado. A batata comum, portanto.

A maneira mais elegante é laminar as batatas primeiro, para isso, será necessário um equipamento de cozinha, um fatiador que pode ser comprado na feira, bem baratinho.

As fatias devem ser cortadas diretamente na vasilha onde se fará as batatas, assim o amido, aquela água que escorre ajudará na composição do prato. As fatias devem ser sobrepostas e regadas com manteiga, assim elas se juntam, mas mantêm a individualidade, as camadas ficam visíveis. Ao final, o molho de sua preferência e parmesão.

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